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Domingo, 22 de novembro de 2009
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O movimento estudantil dos anos dourados
O Centro dos Estudantes Secundários e Universitários de Atibaia o CESUA, nasceu do bojo do movimento estudantil na década de . O brasileiro almejava reformas econômicas, políticas e sociais, as ditas Reformas de Base. Propunha-se o crescimento do país através do desenvolvimento do capital genuinamente verde-amarelo. As paupérrimas regiões norte e nordeste começariam a produzir riquezas via Sudam e Sudene (as ações de Jáder Barbalho e Roseana Sarney eram inimagináveis).
A elaboração dos planejamentos estava a cargo dos sociólogos. Toda ação do governo ocorria na direção do povo, aliviando-se os sacrifícios. O período caracterizou-se como de intensa criatividade, em oposição à rigidez estagnadora das administrações públicas conservadoras.
O governo militar, instalado a partir de 1964, mudou o vértice da vida nacional. O Brasil passou a ser administrado por economistas-burocratas (Delfim Neto), os quais pretendiam, primeiro, fazer o bolo dos lucros crescer, para, só depois, dividi-los entre os diversos segmentos da sociedade. O Estado fortaleceu-se privilegiando o capital estrangeiro, em detrimento do empresário nacional. Eram os anos de chumbo.
O advento da chamada globalização mudou outra vez os rumos governamentais. O mundo emergente ou subdesenvolvido passou a dar ênfase às questões financeiras (especulação), impondo-se uma política de juros altos sobremaneira recessiva, em detrimento do capital produtivo e dos interesses sociais. O Estado passou a ser comandado pelos financistas que impuseram as privatizações sem nenhum critério.
Em quarenta anos, viu-se apenas o avesso. Os estudantes praticamente mantiveram-se inertes. Agora, estão sendo chamados à oposição, sob pena de não serem absorvidos pelo mercado de trabalho, inclusive para o emprego assalariado. No mais, a banda pobre da globalização despencou sobre o lombo do povo!
O momento histórico é diferente e as estratégias não podem nem devem ser iguais. Atibaia, entretanto, já viveu a participação intensa dos jovens nos problemas do município e da pátria. Vale a pena saber como tudo aconteceu.
Os estatutos do CESUA têm o seguinte preâmbulo: "Nós, os estudantes e bacharéis de Atibaia, reunidos em Assembléia Geral nesta cidade, conscientes das responsabilidades, que nos investe e do papel dos jovens brasileiros e patriotas na luta pela emancipação nacional, invocamos os princípios democráticos consagrados na Constituição Brasileira e a proteção de Deus para os nossos atos, aprovamos os seguintes: estatutos do Centros dos Estudantes Secundários e Universitários de Atibaia", datado de 08 de outubro de 1961.
A primeira diretoria ficou assim constituída: Presidente: Duílio Marco Antônio Baiano, dinâmico aluno do colégio Major Juvenal Alvim e funcionário do Banco do Brasil S/A; Vice-Presidente: Nélson de Souza; 1º Secretário: Joe Apparecido Capello; 2ª Secretária: Bercelice Carvalho Chaves; 1º Tesoureiro: Flaubert Rocha Scapin; 2º Tesoureiro: Dimas Bernardino da Silva; Diretor de Divulgação e Cultura: Nélson de Souza; Diretor Geral de Esportes: Duílio Marco Antonio Baiano; Diretora de Assuntos Femininos: Gredes Nunes Rabaneda; Diretor de Orientação Universitária: Gilberto Sant'Anna; Diretor de Assuntos Políticos e Econômicos: Antonio Ivo da Silveira; Diretor de Assuntos Sindicais: José Ilderico Mancuso; Diretor Social: Luiz Antonio Pimental Simões de Lima; Diretor de Patrimônio: Abigail Costa; Conselho Fiscal: André Carneiro, Cármine Biágio Tundisi, Walny de Camargo Gomes, José Bueno Conti, Benedicto Orivaldo do Amaral e José Roberto Lopes Barreto.
Dentre os sócios fundadores, destacamos: José Bueno Conti, André Fernandes Romeira, Hilton Silveira Pinto, Célio José Gonçalves dos Santos, João Batista Neto Chamadoira, Serafim Monteoliva Gimenes, Adilson Gil de Olveira, Antonio Monteoliveira Gimenes, Edson Gil de Oliveira, Francisco Leopoldo Santos D'Arienzo, Oswaldo de Jesus Pinheiro, Talita Guelpa, Maria Lúcia Ferraz, Luiz Gonzaga Peçanha, José Marcelino Pinto, Rogério Remo Alfonsi, Jair Luques Leme, Marcos Vinicius Silveira, Ricardo André Alfonsi, Bernadete Zaca, Ercília A. Bacci, Roberto Rolli, Maria Alice Lima Dias, Guilherme Pileggi Contesini, Walter Lessi, Akimi Matuoka, Shoiti Nishimura, Péricles Capello Cruz, Maria Ignez Faria Ferraz, José Vitório Zago, Paulo Alves de Lima, Ciomara Cascelli, Antonio Carlos Laureano, Walter Barca, Rejane Maria Leite, José Anchieta Loreano, Daniel Peçanha de Moraes Júnior, Neide Rosa, Ivone Cruz, Elomar Vaz de Lima, Denise da Silva Pinto, Darcy Ferrarini, Edson Faquin e Edgard Marino.
Ao CESUA era vedado tomar posição político-partidária ou religiosa, pelo que, além das atividades recreativas, propunha-se representar os estudantes de Atibaia junto às autoridades competentes relativamente às questões de ensino, bem como promover estudos e debates sobre os problemas educacionais, econômicos, sociais e culturais, e, ainda, promover a incentivar a união entre operários e estudantes para estudo e resolução dos problemas comuns.
Essas preocupação enquadravam-se perfeitamente no espírito da época, trazendo e operacionalizando, em Atibaia, o pensamento mais avançado da comunidade brasileira.
As gerações estudantis sucederam-se na direção do CESUA, que fechou as portas prostado diante da radicalização insana do Ato Institucional nº5, de 13 de dezembro de 1968, da lavra do "fardado" ministro da justiça Gama e Silva.
As condições objetivas ressurgem. O jovem atibaiense do século 2000 procura a sua própria maneira de influir nos destinos nacionais e municipais, em benefício de todos. Retornamos à democracia, mais ainda há muito que fazer. Arriba!
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